quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A DEMOCRACIA DO PASSADO E A DE HOJE

A democracia grega pode ter sido suavizada na aparência, mas em sua essência reflete o mesmo regime de dominação de classes, com o poder de fato nas mão da elite rica e o restante da população sobrevivendo a base das migalhas que caem das mesas dos poderosos.

Ela nasce com um instrumento das classes dominantes para oprimir as demais.

Na democracia ateniense, o poder mais alto era a Assembleia Popular, organizada por meio de votações realizadas com o erguimento das mãos, logicamente destinado àqueles que tinham a habilidade e a oralidade bem desenvoltas, como no caso específico dos “Eupátridas” (os bem nascidos), a classe dos aristocratas que tinham acesso ao conhecimento e que constituíam a elite dominante da época.
E será que a democracia mudou muito daqueles tempos da Grécia Antiga até hoje?

Os Eupátridas manipulavam os pequenos proprietários e os artesãos (“georgói” e “Thetas” respectivamente) podiam participar das decisões, sendo usados como massa de manobra.

Todavia, apenas uma pequena parte da população poderia votar, apenas os gregos livres, do sexo masculino e detentores de propriedades (ainda que pequenas) tinham direito a  participar. A grande maioria da população, composta de Metecos (comerciantes estrangeiros) e seus descendentes, mulheres e escravos, estava absolutamente fora da estrutura de poder político e da participação nas Assembleia e eleições.

O sistema "democrático" servia para a partilha de poder e a co-responsabilização dos atores político, econômicos e sociais gregos, de forma mais ou menos pacífica, permitindo uma tranquila dominação sob a grande massa de explorados que poderia apoveitar os conflitos internos da elite, no caso de uma disputa violenta, para se sublevar, libertando-se da escravidão.

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