Os próximos anos serão muito difíceis para os Servidores Públicos Federais, principalmente a luz das candidaturas a presidente da república colocadas até o momento. O governo Dilma apostando no superávit primário e no favorecimento aos grandes grupos financeiros transnacionais praticou um perverso achatamento salarial, jogando por terra as pequenas conquistas que tivemos nos governos Lula.
Para piorar ainda mais as nossas perspectivas, os outros nomes postos como possíveis candidatos, consideram o atual governo “tímido” em sua tunga, defendendo que mais recursos públicos deveriam ser destinados aos bancos e especuladores, através da ampliação do superávit primário (recursos orçamentários para o pagamento de juros) que já alcança quase 45% da arrecadação federal.
Aécio Neves do PSDB já declarou diversas vezes (assim como já fez José Serra, seu colega de partido) que a máquina pública está inchada e que o governo precisa ficar mais “leve”. Como sempre o “peso” do Estado não é atribuído aos cargos comissionados que são presenteados aos apadrinhados políticos, mas sim a nós servidores de carreira.
A dupla Eduardo Campos e Marina Silva (ou será o contrário) do PSB, também desfiam um rosário de maledicências voltadas aos servidores, defendendo o arrocho salarial como forma de liberar recursos para, como sempre, privilegiar o sistema financeiro, nem que para isso tenham que demitir aonde for possível.
Assim, o futuro é tenebroso para os trabalhadores do setor público, seja com o governo atual ou com seus principais concorrentes, pois nenhum deles nos enxerga como cidadãos, mas apenas como simples ferramentas que podem ser usadas e descartadas a seu bel prazer.
Qual a solução?
Podemos nos ajoelhar e torcer pelo melhor, mas não creio que isso não bastará…
A única saída realista é a organização dos servidores, fortalecendo as entidades representativas e a construção de greves, operações-padrão e passeatas, pois são os mecanismos de luta que estão nas mãos dos trabalhadores, para fazer com que o reclame coletivo se faça ouvir, pois se permanecermos inertes correremos o risco de enfrentar mais anos de congelamento salarial, demissões e todo o tipo de abuso.
E você, o que prefere? Sofrer sozinho e calado ou se organizar e lutar por seus direitos?
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