O
sectarismo e o esquerdismo são para mim essencialmente
contrarrevolucionários e só se prestam a atender os interesses do
capitalismo transnacional, decorrendo hora do oportunismo e hora da
falta de convicção, o levando a repudiar qualquer elemento que
destoe de seus argumentos.
Tal
paixão exacerbada pelos próprios argumentos não é materialista
nem dialética, é, na verdade, infantil, como uma criança que não
aceita dividir o brinquedo.
Alguns
setores não percebem (ou preferem não perceber) que não se ganha
uma guerra combatendo potenciais aliados, mas sim combatendo o
verdadeiro inimigo que no caso é o próprio capitalismo, de todas os
matizes, considerando para isso as condições objetivas da
conjuntura no qual se inserem.
Infelizmente
parece que alguns setores não acreditam de fato no
comunismo/socialismo como um projeto a ser buscado para a humanidade,
mas sim como uma desculpa. Querem uma bandeira para recrutar outros
sectários e criar um clubinho particular que não levará a nada,
com base no ataque a outras organizações.
Vejam,
é normal ter críticas construtivas, as quais são fundamentais para
o aperfeiçoamento e o processo constante de crítica e autocritica,
mas o esquerdismo infantil e infeliz só atende aos interesses da
grande burguesia transnacional ao dividir ainda mais a luta dos
trabalhadores.
Criam
muros ao redor de suas “organizações” para separá-los dos
demais e jamais terão capacidade e articulação para derrubar o
capitalismo. Todavia, a partir da crítica a tudo e a todos, terão a
satisfação pessoal de serem “mais revolucionários” do que os
demais sem jamais que se arriscar a fazer uma revolução.
Qual
o caminho? Por as pequenas diferenças que nos separam de lado e
pensar de forma objetiva nos interesses comuns da classe trabalhadora
na busca pelo socialismo.
Saudações
Socialistas,
Raul
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