quarta-feira, 30 de março de 2016

SOBRE O SECTARISMO E O ESQUERDISMO

O sectarismo e o esquerdismo são para mim essencialmente contrarrevolucionários e só se prestam a atender os interesses do capitalismo transnacional, decorrendo hora do oportunismo e hora da falta de convicção, o levando a repudiar qualquer elemento que destoe de seus argumentos.

Tal paixão exacerbada pelos próprios argumentos não é materialista nem dialética, é, na verdade, infantil, como uma criança que não aceita dividir o brinquedo.

Alguns setores não percebem (ou preferem não perceber) que não se ganha uma guerra combatendo potenciais aliados, mas sim combatendo o verdadeiro inimigo que no caso é o próprio capitalismo, de todas os matizes, considerando para isso as condições objetivas da conjuntura no qual se inserem.

Infelizmente parece que alguns setores não acreditam de fato no comunismo/socialismo como um projeto a ser buscado para a humanidade, mas sim como uma desculpa. Querem uma bandeira para recrutar outros sectários e criar um clubinho particular que não levará a nada, com base no ataque a outras organizações.

Vejam, é normal ter críticas construtivas, as quais são fundamentais para o aperfeiçoamento e o processo constante de crítica e autocritica, mas o esquerdismo infantil e infeliz só atende aos interesses da grande burguesia transnacional ao dividir ainda mais a luta dos trabalhadores.

Criam muros ao redor de suas “organizações” para separá-los dos demais e jamais terão capacidade e articulação para derrubar o capitalismo. Todavia, a partir da crítica a tudo e a todos, terão a satisfação pessoal de serem “mais revolucionários” do que os demais sem jamais que se arriscar a fazer uma revolução.

Qual o caminho? Por as pequenas diferenças que nos separam de lado e pensar de forma objetiva nos interesses comuns da classe trabalhadora na busca pelo socialismo.

Saudações Socialistas,



Raul

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